Entranhas do Paraíso Entranhas, entranhas... Quantas entranhas... Quanta água que corre da fonte infinita que nasce de ti São olhos nos olhos E lábios nos lábios molhados entre coxas coxas tão macias de puro algodão cada dedo do pé se estica ao meu toque até chegar bem no seu coração Lábios nos bicos os bicos dos seios belos e empinados pedindo atenção Depois eu só vejo Só vejo cabelos E as suas costas Eu corro por elas De cima a baixo Sentindo este corpo a se moldar Como molde de argila abrindo para entrar O gemido e as nádegas Que se abrem e eu beijo cada uma delas Os músculos relaxam Enquanto você Você fala o meu nome E eu mergulho já No seu buraco negro E estou a sentir Tantas coisas estranhas Só digo o seu nome Entranhas, Entranhas, Estou aqui dentro, e tão profundo É o seu paraíso Âmagos de sua alma Aqui e ali... Para eu te sentir Sentir se contrair Ao redor de mim, e me apertar De tanto gemer Me fazendo crescer Sem nunca acaba...