Entranhas,
entranhas...
Quantas entranhas...
Quanta água que corre
da fonte infinita
que nasce de ti
São olhos nos olhos
E lábios nos lábios
molhados entre coxas
coxas tão macias
de puro algodão
cada dedo do pé se estica ao meu toque
até chegar
bem no seu coração
Lábios nos bicos
os bicos dos seios
belos e empinados
pedindo atenção
Depois eu só vejo
Só vejo cabelos
E as suas costas
Eu corro por elas
De cima a baixo
Sentindo este corpo a se moldar
Como molde de argila
abrindo para entrar
O gemido e as nádegas
Que se abrem e eu beijo
cada uma delas
Os músculos relaxam
Enquanto você
Você fala o meu nome
E eu mergulho já
No seu buraco negro
E estou a sentir
Tantas coisas estranhas
Só digo o seu nome
Entranhas,
Entranhas,
Estou aqui dentro, e tão profundo
É o seu paraíso
Âmagos de sua alma
Aqui e ali...
Para eu te sentir
Sentir se contrair
Ao redor de mim, e me apertar
De tanto gemer
Me fazendo crescer
Sem nunca acabar
É o seu coração
Que eu quero tocar
Segurar seu cabelo
Enquanto falta o ar
Essa fonte sua segue
Sempre a fluir
E nós dois nos molhamos
Enquanto nos fundimos
Sem ter aonde ir.
24/05/2026

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