Libertando
Thábata
Thábata era uma menina de
19 anos que nunca há via sequer beijado um menino. Era filha de uma família
religiosa. Sentia uma culpa interna que a fazia não sentir nada por ninguém.
Era triste, solitária, pois todas suas amigas saiam com rapazes, e ela aprendeu
a suprimir qualquer sentimento sexual. Era pecado, e não queria queimar no
inferno. Sabia que sexo era só no casamento, mas não sabia como isso
funcionava.
Susy era uma de suas
únicas amigas. Tinha 18 anos e meio, e também não tinha namorado, então as duas
andavam juntas. Suzy era um espírito livre, porém leve e tranquila. Thábata
tinha uma inibição intensa de sua sexualização. Não falava sobre garotos.
-Thomas esta sempre
olhando para você – dizia Suzy.
-Não tenho interesse por
ele – respondia Thábata.
-Tem interesse por algum?
-Não... nenhum deles me
interessa – respondia.
Suzy não falava nada
sabia como era a família de Thábata. Passava tardes lá. E por mais que não
falasse nada, entendia, de certa forma, essa inibição e falta de interesse por
garotos vinda de sua amiga. Eram amiga desde a infância. Mas a família de Suzy
era uma família comum, sem problemas.
Quando Thábata ia na casa
de Suzy as duas entravam numa piscina um tanto grande que eles tinham em casa,
nadavam até bem, e tinha um ponto onde davam pé. Thábata tinha o corpo um pouco
mais desenvolvido do que Suzy, por isso chamava mais atenção dos garotos. Tinha
um cabelo castanho escuro ondulado enquanto Suzy tinha um cabelo loiro quase
completamente liso.
Suzy olhava para Thábata
e seu corpo com mais curvas do que o seu enquanto ela nadava. Mas acabava se
satisfazendo com o corpo que tinha, alguns garotos olhavam para ela. Mas não
parecia se interessar por muitos deles. Um deles que achava que gostava, deixou
de gostar.
Foi num dia desses na
piscina em que Suzy disse par sua amiga.
-Eu também não sinto
atração por meninos, Thábata.
-Como assim? Justo você
que é tão livre?
-Posso ser livre para não
achar graça em meninos.
-E em que acha graça
então?
-Ué, fala justo você que
não acha graça em nada.
-Eu tento, mas não
consigo, é errado, o que eu sinto, é errado.
-O que você sente? –
perguntou Suzy.
-Arrepios.
-Arrepios? – perguntou
Suzy;
-Sim, de tanto tudo ser
errado, tudo ser pecado, tudo levar ao Inferno, creio que acabei sentindo
coisas... diferentes.
-Eu também sinto coisas
diferentes- respondeu Susy – Isso... isso acontece na nossa idade. Estamos crescendo, os professores dizem que temos
hormônios em funcionamento.
-É, mas essa sensação me
incomoda, é uma cócega, um formigamento.
-Isso já aconteceu comigo
também - disse Suzy – descobri um jeito de acalmar isso.
-Acalmar isso? –
perguntou Thábata.
-Você sente isso na
virilha não sente?
-Sinto... e no ventre e
no quadril ás vezes...– respondeu baixinho.
-Isso éuma coisa...
normal, esta com 19 anos, pode aumentar se você não fizer nada – disse Suzy.
-Se não fizer nada? Fazer
o que? E por que 19 anos?
Suzy ficou em silencio
por um tempo e então falou
-19 anos é uma idade de
hormônios a tona. Você sente vontades.
-Por que vontades?
-Meninos.
-Isso é errado.
-Mas quero te ensinar a
fazer isso sem meninos,
-Como?
-Você se toca, com sua
mão.
-Me toco com minha mão?
-É
fácil. E como não parecemos ter interesse por garotos pode ser mais fácil ainda.
Vamos para os chuveiros, e lá te explico tudo.
As
duas estavam de calcinha e sutiã sob a água morna dos chuveiros.
-Thábata,
você vai ter que baixar suas calcinhas.
-O
quê?
-Sim,
é uma coisa simples etranquila, eu vou te mostrar.
-Mostre-me
primeiro.
Suzy
deu de ombros, então baixou sua calcinha, sentou-se no chão do banheiro com as
pernas um tanto abertas.
-O
que você está fazendo Suzy?
-Te
ensinando a relaxar isso que você sente, mas você precisa se tocar, aqui –
disse ela, colocando a mão no meio de suas pernas. Aqui é a região sensível.
Veja como movo meus dedos.
-Meu
Deus Suzy!
-Calma,
tem uma região especial, aqui – disse ela tocando seu clitóris – essa é a
região amis sensível, é u processo que você passa antes de se sentir suave.
Thábata
estava com a s mãos ensaiando baixar as calcinhas, baixando um pouco de um
lado, um pouco de outro.
-Isso
é um grnade pecado, Suzy!
-Isso
é apenas a natureza humana, Thábata. Você de qualquer forma já está sentindo
estas coisas deum jeito ou de outro.
Thábata
desistiu, deixou sua calcinha e sentou-se no chão imitando Suzy.
-Há
quando tempo você faz isso? – perguntou;
-Acho
que aprendi perto dos 16 anos.
-E
por que eu sinti osso perto dos 19?
-Por
causa do seu jeito de ver o mundo, isso te deixou travada acredito, sem sentir
tesão.
-Tesão?
-Sim,
tesão, vontade.
-E o
que estamos fazendo?
-Nos
masturbando, Thábata.
-Msturbando?
Há um lugar no inferno para os que fazem isso;
-Ah,
então você sabe o que é?
-Não
exatamente, mas sei o preço a pagar.
-Não
existe preço a pagar, a não ser dentro da sua própria cabeça! Sua mente é seu
cárcere. Vamos, sai o que eu faço, somos amigas a tanto tempo, não tenha
vergonha.
Suzy
começou a fazer os movimentos com os dedos e Thábata tentou acompanhar. Ficaram
ali um bom tempo, até que a respiração de Suzy aumentou. E a de Thábata também.
-O
que está acontecendo?
-Estamos
ficando excitadas – disse Suzy – suas mãos vão aos poucos começarem a ficar
molhadas, não se preocupe, é assim mesmo.
-Elas
já estão molhadas, meladas... – disse Thábata com um certo pesar – Meu Deus o
que está acontecendo?
-É
assim que funciona – disse Suzy suspirando – agora você também pode colocar um
ou dois dedos dentro de si, assim, e massagear.
Thábata
teimou, mas fez, enfiou um e depois dois dedos.
-Suzy
– disse Thabata fazendo o movimento – eu tenho que te dizer algo.
-O
quê?
Thabata
parou o movimento, relaxou e disse
-Eu
não gosto de garotos.
-Não
gosta, mas isso eu já notei, não quer nada com nenhum.
-Não,
não é que não quero nada com nenhum – eu sinto coisas... por mulheres. Suzy, eu
vou para o Inferno. Eu não presto para nada.
-Hei!
Calma Thábata! Não é assim, não é só você.
-Não
sou só eu?
-Desde
o ano passado eu percebi que gosto de meninas. Eu sei, soa horrível, ninguém
pode saber. Não sinto nada por meninos amiga.
-Somos
amigas há quanto tempo? – Perguntou Thábata.
-Cerca
de 10 anos.
-O
que fazemos agora, seguimos com isso tudo?
-Podemos
seguir... de outro jeito.
-De
outro jeito?
-Thábata,
já temos 18 e pouco e 19 anos. Você sente atração por mim agora?
-Atração
por você Syzu, do que está falando?
-Estou
nuca na sua frente, apenas de sutiã, e você também, você sente alguma coisa?
-Eu
não faço idéia...
Suzy
tirou seu sutiã, exibindo pequenos peitos de mamilos rosados.
Thábata,
depois de pensar um tempo, olhar par um lado, depois par o outro, tirou o seu
sutiã também. Seus seios eram maiores e mais arredondados que os de Suzy.
Suzy
pegou a mão de Thábata e levou até seu seio. Dessa vez Thábata não disse nada.
Então Suzy colocou soa mão no seio dela.
-Sente
algo? – Perguntou Suzy.
-Talvez.
Suzy
levou sua mão gentilmente até o meio das pernas de Thábata, que não reagiu,
apenas deixou. Sentiu algo como numa tinha sentido antes, conforme sentia os
dedos da amiga em si.
-Faça
você em mim – disse Suzy, e Thábata levou sua mão até a virilha de sua amiga.
-Faça
em mim e eu faço em você- disse Suzy.
E
assim fizeram, primeiro localizando bem o clitóris de cada uma, tentando
massagear do jeito certo, depois enfiando os dedos. As duas estavam bem
meladas. De repente, sem pensarem realmente em nada as duas aproximaram rosto e beijaram-se, de leve, com os olhos
fechados.
-Suzy...
-Thábata...
O
beijo foi se intensificando, isto que as duas nem sabiam beijar muito bem, mas
foram tentando, experimentando, trocando línguas, depois com mãos segurando os
cabelos e puxando a cabeça de uma contra a outra.
-Thábata-
disse Suzy – quero te mostrar algo.
-O
quê? – perguntou ofegante
-Vou
expurgar esses seus demônios religiosos da sua vida.
-O
quê?
-É
algo que vi na TV. Deixe-me fazer, deixe-se.
-Deitar?
-Sim,
deixe-se para trás, deixe as pernas assim.
Thábata
deitou desconfiada, e Suzy devagar aproximou a boca de seu sexo.
-O
quê é isso?
-Relaxe,
deixe comigo amiga.
A
língua de Suzy gentilmente dividiu os lábios inchados de Thábata, subiu até seu
clitóris e ali beijou, brincou, chupou, tudo devagar respeitando a amiga.
Depois colocou dois dedos dentro, fazia o movimento olhando para a cara da
amiga, que estava ofegante.
-Você
quer sentir meu gosto Thábata?
-Quero
– respondeu ela sem nem pensar.
-Vou
te mostrar outra coisa que vi... você fica deitada assim , eu me viro ao
contrário em cima de você, assim você sente meu gosto e eu sinto o seu.
-Ok –
Thábata tinha esquecido sobre o Inferno e pecado simplesmente, aquilo era
divino.
A
duas não tinham muita experiência, eram jovens, e era a primeira vez que faziam
isso. Mas saíram-se bem. Passaram m bom tempo se experimentando, se lambendo
devagar, colocando dedos e sentindo seus gostos. Maus Suzy sabia o que fazer
agora
-Thábata,
agora, relaxe apenas.
-Relaxar.
-Sim.
Vou acabar com seu problema.
Ao
dizer isso começou a esfregar e lamber o clitóris da amiga, beijava,
massageava, lambia, tudo junto, começou a entrar num rito e numa cadência e não
mais parou. Thábata já estava sentindo coisas mas não estava preparada para
aquilo. Conforme Suzy fazia daquele jeito algo subia, sentia sua barriga se
contraindo, suas pernas se abriam mais, gemeu finalmente. Suzy continuou, com
seus cabelos loiros caídos no ventre da amiga, e não parou por nada neste
mundo.
Thábata
sentiu-se contrair, barriga, ventre, segurou e apertou os próprios seios,
sentiu algo diferente, algo vindo de dentro de si e seu quadril e suas pernas
tremeram perdendo as forças. Suzy seguiu com a boca e os dedos até
certificar-se de que a amiga realmente estava gozando.
10
anos de amizade, e agora sentiam o gosto uma da outra.
-Suzy!-
Thábata falou entre suspiros.
-Não
se preocupe, você apenas teve um orgasmo, você gozou.
-Nunca
pensei que isso fosse assim.
Suzy
virou para a amiga limpando a boca com o braço.
-Com
meninos funciona do mesmo jeito, só que eles tiram sua virgindade e penetram
fundo.
-Já
fizeste isso? – Thábata perguntou
-Não,
e não gosto de meninos, mas apenas sei como é.
-A
agora? – perguntou Thábata.
-Agora
você conheceu o instinto mais forte e animal de um ser humano.
-Um
orgasmo?
-E
tudo o que leva a ele... – respondeu Suzy.
-Somos
amigas ainda não somos? – perguntou Thábata
-Sempre
serei sua mesma amiga. Só estou com um problema.
-O
que?
-Preciso
gozar. Ainda não terminei.
-Eu
acho que te ajudar...
-Eu
posso fazer sozinha – respondeu Suzy.
-Fazer
sozinha? Deixe-me te sentir... quero te sentir, amiga.
Suzy
deitou para trás, abriu as pernas e deixou a língua de Thábata entrar entre
suas pernas. Ela fazia movimentos bons. Para alguém que nunca havia feito nada,
ela era boa. Já não era mais a Thábata que conhecia, ela estava bebendo e
lambendo seu líquido, beijando suas pétalas, desabrochando sua flor, e não
demorou até Suzy tremer e sacudir seu quadril.
As
duas se deitaram no chão e se olhavam, uma mexendo no cabelo da outra, não
sabiam o que falar. Então Suzy falou.
-Foi
bom?
-O
que?
-O
meu gosto...
-Sim.
E o meu? – perguntou Thábata
-Adorei.
-Ainda
somos amigas?
-Agora
mais do que nunca - respondeu Suzy - somos parte uma da outra.
-Velvet Dreamer, 2026

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